terça-feira, 16 de abril de 2013

Projeto Metendo a Colher será lançado

Muito louvável o lançamento do projeto Metendo a Colher, pela Secretaria da Segurança Pública, através da Coordenadoria Penitenciária da Mulher. Ocorre que a iniciativa vem com atraso, pois a violência contra a mulher, no Brasil e no mundo, é muito antiga. O projeto será lançado na quarta-feira (17). Detalhes na matéria do portal  Sul21. (M.M.) 

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A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Coordenadoria Penitenciária da Mulher, lançará nesta quarta-feira (17) o projeto Metendo a Colher, que pretende combater a reincidência nos casos de violência contra a mulher. O objetivo é educar os agressores enquadrados na Lei Maria da Penha para que não voltem a agredir, e conscientizá-los de que a segurança pública irá continuar a monitorá-los, mesmo em liberdade.
Uma equipe técnica irá conversar com os agressores dentro da penitenciária para que eles entendam a gravidade de seu crime. “Normalmente, eles vêm de uma cultura familiar em que ninguém os alerta que bater em mulher é errado. Esse será o nosso papel”, explica a psicóloga Maristela Mostardeiro, uma das idealizadoras do projeto.
Ao saírem da cadeia, os homens continuarão sendo acompanhados por uma rede externa, composta por Patrulha Maria da Penha, Escuta Lilás, Poder Judiciário, Ministério Público, entre outros. “Muitos saem da detenção já com a ideia de vingança contra a mulher que os denunciou. Porém, queremos mostrar que eles estão sob o olhar do Estado, mesmo livres. Antes mesmo de serem soltos, a Patrulha Maria da Penha já será avisada e vai monitorá-los”, explica a coordenadora Penitenciária da Mulher, Maria José Diniz, também idealizadora do projeto.
O Presídio Central de Porto Alegre será o primeiro local onde a ação será realizada. Lá, há 45 detidos pela Lei Maria da Penha. Os realizadores esperam estender o projeto às penitenciárias de Osório e de Arroio dos Ratos.
Detentas participarão do projeto
O Metendo a Colher também atenderá às mulheres presas que tenham sofrido violência doméstica. Para que elas tenham autonomia ao saírem da cadeia, a Secretaria de Segurança Pública irá proporcionar cursos para a conclusão dos estudos e profissionalizantes. Elas também receberão apoio psicológico dentro dos presídios para retomarem a autoestima.
“A maioria está detida por tráfico. Ocorre que os maridos ou filhos que estão presos as obrigam a trazer droga para dentro das penitenciárias, sob ameaças”, informa Maria José Diniz. “Costumam mandar recado ou alguém para agredi-las em casa. Então, essas mulheres acabam cedendo e terminam detidas. Temos que vê-las também como vítimas da violência”, disse.
O projeto será aplicado inicialmente no Madre Peletier. Após serem liberadas, as mulheres serão encaminhadas para cursos e projetos no Estado e atividades nos Territórios da Paz. Elas também terão o acompanhamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres.”Queremos mostrar que elas podem se desvincular do agressor sem medo de não poderem sustentar a família sozinhas”, esclarece Maria José.
Com informações da Assessoria do Governo do Estado 

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